quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

MULHERES POSSÍVEIS

Texto na Revista do Jornal O Globo

`Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

Bom, esse texto recebi hoje por e-mail da minha querida colega e amiga Jaque.... e vai para todas as mulheres de garra que conheço em especial para minha mamis e para as minhas duas grandes amigas Ingrid (que é uma leoa em tudo que consegue fazer) e Srta Cristine.
Que esse texto sirva de reforço nesse finalzinho de semana.... finalzinho de ano, e pensem.... ano que vem tudo novo, vida nova e novos compromissos (e um novo tratamento de peeling que eu tô precisando).

sábado, 15 de novembro de 2008

Nescau é legal!
Oi.... bom, pra quem não sabe nesse exato momento estou no Uruguai... ui que chique, sou internacional :P

Bom, mas não é sobre isso que eu vim aqui postar, óbvio.

Bom, eu essa manhã levantei e fui fazer meu leite com Nescau como costumo fazer todo dia na minha casa no Brasil, só que aqui não tem Nescau tem Vascolet eu até acho que é da Nestlé também, mas não é o Nescau.

Bom, ai eu ali fazendo o leite e tal, coloquei o pozinho achocolatado e nada de dissolver no leite, empelotava tudo. Eu pensando comigo mesma, mas que sacooooo o que eu fiz de errado hoje?

Me dei conta de que o achocolatado é muito simples de se dissolver no leite quente, mas no leite frio não.... imagina é uma coisa lógica que a gente não dá valor no dia-a-dia.

Aí parei e pensei.... quando eu era pequena, não muito tempo atrás, o mesmo acontecia com o Nescau. Mas suponho eu a Nestlé tendo se dando conta que a preferência da maioria dos seus consumidores era tomar achocolatado com leite frio, criou uma formula que facilitasse a vida dessas pessoas.

Assim, ela pode tomar uma fatia maior no mercado....por que qual pessoa que gosta de levar horas esmagando achocolatado dentro do copo com leite? Eu com certeza não.

Por isso, o Nescau se tornou líder no mercado de achocolatados deixando outras empresas bem conhecidas nossas como a fabricante do Toddy para trás.

Hoje em dia, olhamos nas gôndolas dos supermercados e o preço do Nescau é bem superior ao seus concorrentes, e abaixo dele estão várias outras marcas e mesmo assim, continua com boa vendagem.

Isso é uma prova de que não basta ter os melhores insumos na fabricação do produto e nem mesmo um preço baixo, tem sempre que ir ao encontro do que o consumidor deseja, sempre aprimorando por isso a importância que se dá hoje ao P&D.

Atualmente o Nescau além de todos os outros aspectos supracitados está também investindo no apelo visual, nada mais daquelas latinhas redondas que parecem uma senhora gorda. Para os que ainda não viram o novo formato, a latinha do Nescau está mais ou menos assim: pegue a lata antiga, puxe nas duas pontas até afinar e depois torça para que forme uma cintura com sulcos..... é mais ou menos isso. Além do novo design da lata, temos a energia que é passada só através da imagem.

Bom, voltando ao achocolatado em si. Hoje outras empresas estão voltando ao mercado através de promoções, apelo de marketing e finalmente um achocolatado que desmancha no leite frio. Depois de uma década se deram conta do diferencial da concorrente, mas esse é o preço que se paga por não investir em P&D.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Crise do Sub-Prime

Essa é a forma mais simples de explicar a crise financeira que afundou muitos investidores, e que agora você poderá entender de uma forma mais simples e clara. Não, não é o fim do capitalismo .....


"É assim:

O seu Biu tem um bar, na Vila, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bebuns e quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito e o aumento da margem para compensar o risco).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem afinal um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, PQP, TDA, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

Se com esta explicação vc ainda tiver dúvidas, favor..... "

Autor desconhecido, mas me foi enviado por uma estimada colega... obrigada pelo e-mail Jaque!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Tempo, tempo, tempo .....

" O tempo passa, o tempo voa;
e a poupança Bamerindos continua numa boa
é a poupança Bamerindos.... dus, dus, dus "

Esse eh o jingle de tempo que me lembro "perfeitamente" do meu tempo de infância assistindo Faustão... grande Faustão uahuhauhauauahu

Bom eu ando sem criatividade pra postar coisa decente, por isso não tenho aparecido aqui, por sorte ainda não morri, não precisam se preocupar.

Ando com tão pouca coisa pra fazer que hoje resolvi tomar banho e cortar as unhas dos pés.... passei no centro a procura de um xerox barato, tomei uma coca-cola gelada e ganhei R$0,10 do meu companheiro de jornada, o Sr Moisés....

Aí, mas é isso, pra quem quiser me encontra estou dando expedienta na pra praça José Bonifácio, Colégio Gonzaga segundo andar das 14h as 18:30h :D

Embora eu não esteja conseguindo fazer o que me propus, eu estou tentando, juro que estou e amanha é o dia D, mas esse D é bemmm grande!

Bom não vou me extender.... é isso, e corrijam meu erros de português , por favor!!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Drogas lícitas & ilícitas X Taxação, e por quê não??

Já há algum tempo venho pensando nesse tema.

Mas hoje, lendo o e-book "A quem (realmente) servem os bafômetros" , refente a atual LEI SECA, decidi comentar aqui sobre esse assunto que já me chama atenção.

Fumar em lugar público, não gera uma externalidade negativa?

Se todos sabemos que o cigarro faz mal a saúde, porém alguns seguem a cultivar esse péssimo hábito.

Por que não taxá-los?

Não devemos taxar todos que possuem maus hábitos, porém os fumantes poluem o meio ambiente e comprovadamente acabam por prejudicar a saúde de terceiros, acarretando assim um malefício.

Por esse ponto de vista, deveria ocorrer a mesma punição a quem fuma um maço de cigarros no ponto de ônibus como com quem dirige embriagado (acima do permitido na LEI SECA).

Outra questão....

Se cigarro faz mal a saúde é viciante e considerado uma droga, porém licita....

Porque não liberar outras como a maconha?

Se taxada assim como taxado o cigarro, no caso até mais severamente, o imposto arrecadado não ajudaria a construir centros de desintoxicação(clinicas de reabilitação), assim como manutenção dos antigo, criação e manutenção de leitos hospitalares.

Se o cigarro que causa mal e indisposição pra muitas pessoas está "solto" por aí?

Porque não liberar e taxar outras drogas?

Sabemos que os usuários consomem de forma deliberada.

Por que não fazer com que isso então, se transforme em receita, podendo assim auxiliar na reparação dos malefícios causados para terceiros , como obviamente contribuir para a desintoxicação dos já consumidores...

É um caso de se pensar!!!

E antes de mais nada, não.... eu não quero comparar o Brasil com a Holanda, só acho "justo" os usuários contribuirem mais do que eu por consumirem drogas que trazem um mal-estar para toda população!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Reflexão

Sabe todos dias acordo, uns dias mais cedo, outros mais tarde. Ás vezes nem durmo.
Ando preocupada com o rumo da minha vida, de mim mesma. É tão estranho, parece que preciso de férias.... mas o qual o esforço pra necessitar de férias?
Penso, penso e penso mais um pouco.
A conclusão que chego é que o mundo tem pessoas boas demais e infelizmente, eu não sou uma delas.
Não brilhante, não fiz “n” trabalho acadêmicos, não trabalho com “x” professores, não tenho “y” indicações pro mestrado, não fiz “z” estágios.... porém o tempo passou. E a cada dia ele passa, passa e passa. Flui como as águas passam pelas margens do rio e essas águas não voltaram mais.
O tempo passou, eu não fiz e agora? E agora José?
Universitários medianos não tem espaço no mercado de trabalho, ainda mais universitários de 23 anos que não computaram nem se quer um estágio em seus curriculuns.
Estou temerosa e apreensiva.
Será que meu lugar não é aqui? Será que preciso me desvencilhar das correntes que me aprisionam a minha velha infância e migrar definitivamente pra vida adulta?
A antiga, velha e incontestável síndrome de Peter Pan...
Será que não posso mais ficar comendo doce e assistindo desenho animado de manha, pintando gravuras de tarde e tomando chocolate quente enquanto alguém lê uma história pra mim?
É né, parece que não.... esse tempo já passou.
Bom, vou tentar me encontrar, encontrar meu caminho. Procurar fazer as coisas da melhor forma possível, por mais que não dêem certo.
O certo é que em algum lugar eu chego, afinal...... ainda posso virar hippie :D Ou será que a classe não me aceitará, pois vai exigir que eu tenha no curriculum antepassados hippie e determinadas viagens que eu não tenho.
Já não sei mais o que falar, nem o que escrever.
A única coisa que me resta no momento é dizer que, aconteça o que acontecer uma folha de papel, ou um espaço qualquer para que eu possa escreve e me expressar me basta.
Até mais ver!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mensagem ao Funesto

Nunca te perguntei a quem amavas... e nunca implorei o teu amor...
Se a ela amasses um dia e hoje a ela retornas teu amor compadeço-me de tua felicidade, pois pra mim fosses tão importante quanto uma folha murcha que cai em uma tarde de outono.
A morbidez do vento invadindo o infinito do mar em uma noite que pode se ver o brilho da estrela mais longínqua e sentir o frio que congela a tez, é mais caloroso e sedutor do que sentir os teus braços envolvendo meu corpo.
Teus beijos são tão gelados e mórbidos quanto os beijos de um cadáver congelado sob a noite de um inverno nevado.
Ter tua presença comigo é menos confortável do que conversar com fantasmas que habitam meus pensamentos.
Nossas fotos juntos tem aprofunda inexpressão do nada misturado tortuosamente com o nunca, com o que nunca fomos, o que não somos e o nunca seremos.
A dor da angustia que pressiona meu peito é a lembrança das prosas que me falavas da tua vida e do que sei em que transformaras a vida da pequena, que hoje dizes amar.
Tuas intenções são pétreas e putrefaz quase hediondas, em que transformas sonhos em pesadelos. Pobre pequena sofrerá a dor de um coração dilacerado e entregará seus pudores a quem lhe finge amor.
Diga-me que amas embora eu saiba que não tens coração e alma dignos deste nobre sentimento. Diga-a também tudo, absolutamente tudo para que com isso consigas liberdade da alma que te aprisiona no inferno caloroso da mansão dos mortos.


KarenEscudero Out/2008